segunda-feira, 29 de julho de 2013

Oxalá

Oxalá é o maior Orixá da Umbanda, estando abaixo apenas de Olorum, Deus Supremo. 
Foi criado a partir do ar, que havia no início dos tempos, e das primeiras águas, pelo mesmo Deus Supremo, Olorum. Representado por uma estrela de cinco pontas, é sincretizado como Jesus Cristo e representa a paz e a fé. 

Na umbanda, sua tarefa foi a de criação do ser humano. Ele envia vibrações que estimulam a fé individual, assim como irradiações que geram sentimentos de religiosidade. É aquele que determina o fim da vida de cada ser humano, é o momento de partir em paz. Representa o amor, bondade, pureza espiritual, e tudo aquilo que indica positividade.


Lenda de Oxalá


No começo o mundo era formado somente por pântanos e água. Os orixás todos moravam no céu e só desciam de vez em quando para correr e se divertir nas águas. Olorum chamou então Oxalá e disse-lhe que gostaria de criar terra firme no mundo que afinal não tinha graça nenhuma era uma imensidão de água e nada mais. Confiou-lhe então essa tarefa, já que ele era o seu primogênito. Para a execução do feito, cedeu a Oxalá um pombo, uma galinha com pés de cinco dedos e uma concha de terra. 

Ao chegar ao pântano, Oxalá depositou a concha e soltou o pombo e a galinha sobre a terra que imediatamente começaram a ciscar e espalhá-la por todo o espaço. Em pouco tempo o barro transformou-se em solo e cobriu grande parte das águas.Oxalá, voltando ao céu, apresentou-se a Olorum e transmitiu-lhe o sucesso da empreitada. Este enviou um camaleão para ver se tudo estava a contento. Estava. A terra já era firme e poderia viver-se com segurança em sua superfície. Esse local foi chamado de Ifé que quer dizer ampla morada. Olorum então ordenou que seu filho descesse e plantasse árvores, o que ele fez com presteza. Logo vieram as chuvas para regá-las, e assim, em quatro dias, foi criado o Ifé e tudo que nele existe. Olorum deu ainda a Oxalá a honra de modelar o homem e a mulher feitos do barro do pântano. Quando modelados, levou-os até Olorum que, soprando seu hálito divino, deu-lhes vida. O mundo então se completara e todos louvaram e deram graças a Olorum e a Oxalá. 

O homem, então, povoou a terra e passou a dar oferenda a todos os orixás que eram os senhores de cada segredo e cada mistério e, como sempre eram lembrados, nada deixavam faltar aos homens. Em certa ocasião, porém, os habitantes de Ifé perceberam que eram imortais, logo, não tinham que dar oferenda nenhuma a orixá nenhum, pois também eram deuses e essa falsa ilusão os deixou felizes e com enorme sentimento de liberdade, agora poderiam fazer de tudo, nada para eles era proibido, comparavam-se aos deuses e festejavam com alegria a grande descoberta.Oxalá ficou muito magoado e deprimido com tais desmandos de seus filhos, abandonou a terra e foi morar no espaço sagrado junto com todos os orixás. 

Lá chegando, pensou, pensou e chegou à conclusão que os homens tinham que ser castigados, assim aprenderiam que não podiam se comparar aos orixás. Então criou Icu, a morte, e deu-lhe a tarefa de fazer morrer a todos. Somente impôs uma condição: a morte pode levar qualquer um, sem exceção, mas a hora quem decide é Olorum.

Filhos de Oxalá

Os filhos deste orixá são pessoas responsáveis, calmas, tranquilas, até mesmo nos momentos mais difíceis. São pessoas amáveis e pensativas. Marcam sua presença por onde passam, pois possuem a aura de autoridade e poder de Oxalá.

Curiosidades

Cores: branco e cristalino
Cores da Guia: contas brancas, leitosas ou de cristal 
Data comemorativa: 25 de dezembro
Habitat: praia deserta ou colina
Saudação: Êpa Êpa Babá! 
Epa epa (exclamação de surpresa, grande admiração pela honrosa presença); Babá (pai)
Sincretismo Religioso: Jesus

Ponto a Oxalá

Oxalá criou a terra

Oxalá criou o mar

Oxalá criou o mundo
Onde reinam os Orixás (2x)

A pedra deu pra Xangô
Meu pai, rei e justiceiro
As matas deu pra Oxóssi
Caçador, grande guerreiro
Mar com pescaria farta
Ele deu pra Iemanjá
Os rios para Oxum
Os ventos para Oyá

Grandes campos de batalha
Deu pra Ogum guerreiro
Campinas Pai Oxalá
Jardim com lindos jardins gramados
Deu pras Crianças brincar
Oxalá criou o mundo onde reinam os Orixás

Oxalá criou a terra
Oxalá criou o mar
Oxalá criou o mundo
Onde reinam os Orixás (2x)

O poço deu pra Nanã
A mais velha Orixá
E o Cruzeiro bendito
Deu pras Almas trabalhar
Finalmente deu as ruas
Com estrelas e luar
Pra Exús e Pombo-Giras
Nossos caminhos guardar

Oxalá criou a terra
Oxalá criou o mar
Oxalá criou o mundo
Onde reinam os Orixás (2x)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Viver é uma Arte


Todos nós sabemos que esta vida é passageira. No entanto, a grande maioria parece não ter consciência disso, pois vivem sem valorizar os momentos e não conseguem ver os detalhes incríveis da existência. Viver é uma arte... Quantas pessoas especias estão ao nosso redor? Quantas paisagens maravilhosas estão ao nosso dispor? Quantos lugares inexplorados esperam por nós!?
Nesta viagem da vida, realmente temos muito o que desfrutar. 
A vida pode ser monótona ou uma grande aventurá, dependerá do modo que a enxergamos.
Você pode fazer da sua vida uma viagem emocionante, repleta de significado, ou pode navegar em meio ao nada.
Embora existam momentos difíceis, se fizermos a leitura correta da existência, teremos a convicção de que nada pode tirar a sua beleza porque a profundidade da vida está em nossa alma.
Viver bem, viver em plenitude é algo para ser provado por todos nós.
Deus nos fez com características voltadas para o viver bem. Sejamos sábios, fazendo de nossa vida aqui, uma jornada repleta de boas surpresas e entusiasmo.

Fonte: Otimismo em rede

terça-feira, 16 de julho de 2013

Lei Seca e a Umbanda


Não são apenas os fãs de Happy Hour que terão que mudar seus hábitos com a Lei Seca, que proíbe o consumo de álcool pelos motoristas. Os adeptos de alguns cultos religiosos também terão de dar um jeito de se adaptar aos rituais nos terreiros brasileiros.

A Lei Seca multa o motorista com 0,05 mg/l de álcool no sangue. Essa nova medida de prevenção de acidentes no trânsito esta valendo desde 21/01/2013 e o conteúdo dessa Lei prevê multa de R$ 1.915,30 para os motoristas flagrados sob efeito de álcool. Além do bafômetro, as autoridades podem se utilizar de testes clínicos, depoimentos, testemunhos, fotos e vídeos para comprovar embriaguez do motorista.

A questão da Lei Seca e o uso de bebidas alcóolicas pelas entidades, durante a gira, tem sido alvo de discussões nas redes sociais e nos terreiros. Esses são alguns dos questionamentos levantados:

1) Com a criação da Lei Seca, onde a tolerância para a presença de álcool no sangue dos motoristas é praticamente zero, como ficam os médiuns cujas entidades ingerem esse tipo de bebida?

2) Os Guias entenderão as leis humanas e passarão a adotar outras práticas, abolindo o uso do álcool?

Muitos estudiosos e médiuns alegam que não tem nenhum problema o uso do álcool durante os trabalhos porque os Guias levam quase tudo, inclusive o cheiro da bebida. Diante dessas afirmativas, temos uma boa oportunidade, mesmo que forçada, para que o bafômetro e possíveis exames hematológicos, verifiquem a veracidade destes conceitos. 

As questões colocadas são pertinentes e tentamos respondê-las aqui: 

As entidades que se manifestam em nossos terreiros o fazem por amor às criaturas humanas, trazendo ensinamentos e o alento para aqueles que recorrem a Umbanda para a solução de problemas, por isso, acreditamos que essas entidades estão livres de vícios e das mazelas típicas de espíritos que ainda não se libertaram das impressões terrenas, mas, na realidade, os espíritos trabalhadores da Umbanda evoluem dentro de suas próprias linhas e com isso, não utilizam o tabaco e o álcool por vício. As entidades manipulam os elementos contidos nesses produtos, em benefício do médium e dos consulentes, muitas vezes os utilizando para descarregar o próprio médium das cargas que se acumulam durante os atendimentos.

Esse é um tema muito polêmico, que deve ser discutido dentro de cada terreiro, mas, enquanto a legislação não prevê exceção para entidades/médiuns, recomendamos:

"SE INCORPORAR E BEBER, NÃO DIRIJA"

Fonte: Estudo da Umbanda

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Prece a Exu



Laroyê Exú, Exú é Mojubá!
Salve o Senhor das Encruzilhadas, dos encontros e desencontros, princípio negativo do Universo.
Exú que esta na terra, no fogo, no ar e na água, o que detêm o poder da transformação, eu te saúdo:
Laroyê, faz-me viver bem, Exú. Daí-me a vitalidade, a alegria e a vitória sobre aqueles que não me querem bem.
Axé da vida meu compadre, abre meus caminhos e me conduz a vitória.
Laroyê Exú! 
Exú é Mojubá!



Oração a Oxum


Ora ie ie ô Oxum!
Salve dourada senhora da pele de ouro!
Benditas são suas águas, que lavam meu ser e me livram do mal.
Oxum, Divina Rainha, bela Orixá, venha a mim, caminhando na Lua Cheia.
Traga, mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz.
Torna-me doce, sedutora, suave, como és.
Mamãe Oxum, me proteja, Orixá.
Faça que o amor seja constante em minha vida e que eu possa amar a tudo o que existe.
Me proteja contra as mandingas e feitiçarias.
Daí a mim o néctar de sua doçura e que eu consiga o que desejo 
Mãe do ouro, da beleza e do amor,
Senhora do mais puro Axé,
valei-me hoje e sempre!

Oração a Xangô


Bondoso São Jerônimo, o vosso nome Xangô, nos terreiros de Umbanda, desperta as mais puras vibrações. Protegei-nos, Xangô, contra os fluídos grosseiros dos espíritos malfazejos, amparai-nos nos momentos de aflição, afastai de nossa pessoa todos os males que forem provocados pelos trabalhos de magia negra.
Rogamos-vos, também, São Jerônimo, usar de nossa influência caridosa junto as mentes daqueles que, por ambição, ignorância ou maldade, praticam o mal contra os seus irmãos, empregando as forças elementais e astrais inferiores.
Iluminai a mente desses irmãos, afastando-os do erro e conduzindo-os à pratica do bem.
Kaô Kabecilê!

Oração a Obaluaê



Mestre da vida,
Proteja seus filhos para que suas vidas sejam marcadas pela saúde.
Vós éo limitador das enfermidades.
Vós é médico dos corpos terrenos e almas eternas.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da cura, amenize nossos sofrimentos que escolhemos resgatar nessa encarnação!
Atotô!

Oração a Oxóssi


Meu Pai Oxóssi!
Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário a manutenão de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos com a vossa energia, para curar os nossos males.
Vós que sois o protetor dos Caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança e a coragem necessária para suportarmos as dificuldades a serem superadas.
Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender e perdoar aqueles que procuram nossas Casas, nossos Guias, nossos Protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo de fé.
Dai-nos paciência para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades, todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados.
Dai-nos tranquilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias.
Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura.
Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes.
Okê Arô!

Oração a Ogum


Ogum, rogai por nós.
Nunca ficará sem resposta aquele que nele crê... Ogunhê meu Pai !
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamento eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça. 
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições. 
Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.
Glorioso Ogum, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandez, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. 
Assim seja!




Oração a Oxalá


Salve Oxalá, força divina do amor, exemplo vivo de abnegação e carinho!
Nós vos rogamos, ó bondoso Mestre, a vossa proteção para que, possamos sentir em nossos corações, cada vez mais viva, a chama do nosso amor por Deus e por todas as suas criaturas.
Derramai vossas bençãos por sobre todos nós e especialmente por sobre aqueles que se encontram recolhidos às casas de saúde, manicômios e penitenciárias, por sobre todos os que nascem neste momento e, ainda, muito especialmente pelos que desencarnaram e se dirigem, já em espírito, ao mundo invisível, para o ajuste de contas.
Proteção, ó Pai Oxalá!
Força e proteção para todos os que palmilham o caminho do bem, e misericórdia para os que vivem no mal e para o mal, esquecidos de si próprios.
Assim seja!
Epa Epa Babá!

Oração a Iansã


Iansã, Mãe e Senhora dos ventos e tempestades, das horas aflitas e das almas perdidas. 
Dona de todas as direções, operosa divindade em prol dos desígnios dos filhos de caídos sem norte e vontade. 
Piedade para nós, criatura que vivemos, à beira das tentações, dos abismos, alheios ao amor do Pai Olorum.
Mãe, empresta-nos a tua decisão e tua coragem, para o encontro do nosso próprio ser.
Daí-nos um roteiro de esperança e triunfo.
Erradicai a pobreza dos nossos sentimentos, orienta-nos para a verdade, dentro do caminho de devoção ao supremo doador.
Encoraja-nos senhora dos raios, para que nossa própria mente, siga uma só direção: amar a Olorum.
Êparrey Iansã!



Oração a Iemanjá


Vós que governais as águas, derramai por sobre a humanidade a vossa proteção, fazendo assim, ó Divina Mãe, uma descarga em seus corpos materiais, limpando suas águas e incutindo em seus corações, o respeito e a veneração devida a essa força da natureza que simbolizais.
Fludificai nossos espíritos e descarregai nossa matéria de todas as impurezas que tenham adquirido. Permiti, que vossas falanges nos protejam e amparem, assim o fazendo com toda a humanidade, nossa irmã.
Salve Iemanjá!
Rainha dos Mares!

Baianos


A Umbanda caracterizou-se por cultuar figuras nacionais associadas à natureza e as condições subalternas em relação ao padrão branco ocidental. 
O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na "escola da vida" e, por isso, pode ajudar as pessoas. Seu reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante, parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande freqüência e importância nas giras de todo o país, nos últimos anos.

Os Baianos são das mais humanas entidades dentro do terreiro, por falar e sentir a maioria dos sentimentos dos seus consulentes. Talvez, por sua forma fervorosa de se apresentar em seus trabalhados no terreiro, aparentem ser uma das entidades mais fortes ou dotadas de grande energia.

Nas giras, eles se apresentam com forte traço regionalista sendo do tipo que não levam "desaforo pra casa”. Possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, carinhosamente, conversando bastante, passando segurança ao consulente que tem fé.

Os trabalhos com a corrente dos Baianos trazem muita paz e perseverança para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena. São muito sábios e conhecem de tudo um pouco, muitas vezes desfazendo grandes trabalhos magísticos, por isso, algumas vezes costumam adentrar na tronqueira para algum trabalho.

A Entidade que trabalha na linha de Baianos não precisa ser necessariamente da Bahia, assim como nem todo preto velho é negro ou foi escravo. Costumam dizer que se estão alí "trabalhando" é porque não foram santos em seu tempo na terra, e também estão alí para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra.

Sempre com seu coco, a linha baiana está sempre disposta a ajudar os filhos de fé com seus conselhos e sua proteção.

                           
Características dos Baianos

Comidas: Coco, cocada, farofa com carne seca.
Bebem: Água de coco, cachaça, batida de coco.
Fumam: Cigarro de palha ou cigarro branco.
Cor: amarelo ou qual for definida pela entidade
Apresentação: Falam com sotaque característico nordestino e geralmente usam panos alegres.


Zé Pilintra


José dos Anjos, nascido no interior de Pernambuco, era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava e dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo, e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bondoso, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas. 
Sua vida era a noite. Sua alegria, as cartas, os dadinhos a bebida, a farra, as mulheres e por que não, as brigas. Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos, estes sempre dispensavam, mandava embora, mesmo que precisasse dar uns cascudos neles. Mas, aos falsos espertos, os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados, a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários. Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente ao final das partidas. Isso bebendo aguardente, cerveja, vermouth e outros alcoólicos que aparecessem.

Zé Pilintra no Catimbó No Nordeste do Pais, mas precisamente em Recife (na religião que conhecemos como Catimbó), ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pilintra, tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor, curador, mestre e é muito respeitado.

Se faz presente nas Giras de Umbanda para auxiliar todos aqueles que clamam por sua ajuda.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Pai Nosso da Umbanda


Pai nosso que estais no céus, nas matas, nos mares e em todos os mundos habitados.
Santificado seja o teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.
Que o teu reino, reino do bem, do amor e da fraternidade, nos una à todos e a tudo que criastes, em torno da sagrada cruz, aos pés do divino salvador e redentor.
Que a tua vontade nos conduza sempre para o culto do amor e da caridade.
Dai-nos hoje e sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes.
Dai-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual. 
Perdoa, se merecermos, as nossas faltas e dá o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendam. Não nos deixes sucumbir, ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria. 
Enviai-nos, pai, um raio de tua divina complacência, luz e misericórdia para os teus filhos pecadores que aqui habitam, pelo bem da humanidade, nossa irmã.
Assim seja!

Velas


As velas são um mistério religioso disseminado por todas as religiões do mundo e só algumas não as adotam, mas se soubessem que elas têm uma utilidade importantíssima, com certeza também adotariam o seu uso durante seus rituais.

Ninguém pode afirmar ao certo quando começou o uso das velas, pois com certeza quem as inventou tinha outros objetivos em mente. Quando acesas magística ou religiosamente, são um poderoso elemento religioso mágico, energético e vibratório que atua no espírito de quem receber sua irradiação ígnea.

O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do "prana" quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas.

Cada dimensão vibra numa frequência e o fogo sendo uma energia não tem cor, mas tem frequência, por isso usamos velas coloridas que quando queimadas, queimam seu pigmento gerando uma frequência que capta as irradiações do Alto. A vela branca, por ser a união de todas as cores irá fluir em todas as frequências.

É essa capacidade das velas que as tornam elementos mágicos por excelência, pois por meio de suas irradiações e suas vibrações incandescentes é possível todo um intercâmbio energético com os seres que vivem nas outras dimensões e com os espíritos estacionados nas esferas ou níveis vibratórios positivos e negativos.

Essa capacidade delas justifica seu uso até quando são acesas para o espírito de alguém que desencarnou, pois ele irá receber um fluxo luminoso, curador de seu corpo energético, fortalecedor de seu mental e terá seu emocional reequilibrado, caso tenha sido atraído pelo magnetismo de uma esfera ou nível vibratório negativo. Mas caso esteja em alguma esfera positiva e luminosa, também receberá o fluxo da vela do mesmo jeito, incorporando-o ao seu corpo energético e fortalecendo seu magnetismo mental.

Saibam que o fluxo irradiante de uma vela, se for ativado por sentimentos virtuosos, é muito positivo e gratificante a quem o receber. Agora, se os sentimentos de quem a ativar magicamente forem negativos, o fluxo será desenergizador, desmagnetizador, emotivo e poderá romper a aura da pessoa à qual for direcionado, assim como poderá "queimar" o corpo energético dos espíritos alvos de suas irradiações ígneas.

Só que, no caso de quem ativa negativamente uma vela contra alguma pessoa ou espírito, acontece uma reação imediata e fulminante da Lei Maior e da Justiça Divina, pois quem a ativou perdeu sua própria luz e, com o tempo, a dor de quem foi atingido retornará e o atingirá com o rigor da lei.

Portanto, uma vela só deve ser acesa por um bom motivo e por sentimentos virtuosos, pois, na mesma proporção, a Lei Maior retribuirá com luz Divina quem deu luz a alguém necessitado ou merecedor de suas irradiações.

As velas usadas nos templos têm o poder de consumir as energias negativas e os miasmas que são descarregados pelos seus frequentadores dentro do seu campo eletromagnético, assim como, num intercâmbio energético, recebem da divindade à qual foram consagradas um fluxo de energia Divina que se espalha pelo altar e irradia-se pelo espaço interno, alcançando quem se encontrar dentro dele.

Magisticamente, as velas criam passagens ou comunicações com outras dimensões da vida e tanto podem enviar-lhes suas energias, como podem retirar delas as que estão sendo necessárias a alguém.

Por isso, toda oferenda, ritual ou solicitação de auxílio às divindades e aos guias e protetores espirituais deve ser precedida do ato de acender uma ou várias velas, pois suas ondas serão usadas no retorno e trarão a quem oferendou ou solicitou auxílio um fluxo energético natural (de elemento), ou Divino (de divindade), ou espiritual (do espírito guia).

O fato é que a Umbanda e outras religiões recorrem intensamente ao uso das velas e as usam:

  • Para iluminar seus altares e suas casas das almas ou cruzeiros;
  • Quando oferendam as divindades ou os guias protetores;
  • Para magias positivas ativadas para cortar demandas, magias negras, feitiços, encantamentos etc. 

Os resultados são ótimos e, na maioria das vezes, benéficos, pois só se beneficia realmente quem é merecedor, já que o uso das velas atende a necessidades religiosas regidas pela Lei Maior e pela Justiça Divina em seus recursos mágicos.

As cores dos Orixás


Comentar sobre as cores do Orixás é o mesmo que tentar equilibrar-se e manter-se ereto na crista de uma onda ou parar todos os movimentos no meio de um ciclone, pois nenhum Orixá tem uma única cor. Isto tudo é apenas fruto da tentativa de individualizar o geral e generalizar o individual.

Como dar cor a uma energia?

Desde Oxalá, no extremo positivo, até Omolu, no extremo negativo, todos trazem em si tantas cores que, por não serem visíveis aos olhos humanos e serem ainda desconhecidas, é impossível comentá-las, afinal, todo Orixá é um mistério em si mesmo, e, por ser um mistério, por sua própria essência divina, assume a cor que lhe atribuem, além de todas as outras, pois um mistério é a Manifestação Divina do Divino Criador, tornada visível aos olhos humanos, os quais, por mais que estudem, jamais serão capazes de penetrar no interior de um mistério para desvendá-lo.

Em verdade, um Orixá irradia todas as cores, pois irradia em todas as sete faixas ou padrões vibratórios e cada tipo de vibração, ao graduar a velocidade do giro, pode ser para mais ou para menos, dá uma cor a cada um dos elementos irradiados na forma de energias. Por isso, uns dizem que Ogum é azul e outros dizem que é vermelho. Ou uns dizem que xangô é vermelho e outros dizem que é marrom.

Os Oguns individualizados assumem a cor vermelha, na Umbanda, porque o próprio astral

aceitou essa classificação que fixaria a sua identificação e facilitaria seu entendimento e o
mesmo ocorreu com o marrom de Xangô, mas, nós sabemos que as cores dos Oguns variam de acordo com a faixa vibratória em que atuam. O mesmo acontece com todos os Orixás, pois temos Iansãs que irradiam a cor amarela, a cor vermelha, a cor azul, a cor cobre, a cor dourada, etc.

Logo, discutir a cor dos Orixás é um assunto ainda desconhecido no plano material. O comprimento de onda ou a velocidade da irradiação é que determina se uma energia
irradiada é azul, verde ou vermelha, e o comprimento de onda ou velocidade, obedece ao tipo de elemento e ao padrão vibratório da faixa por onde ele está sendo irradiado. No padrão vibratório cristalino, as cores das energias praticamente desaparecem. No padrão vibratório telúrico, elas assumem tonalidades tão densas, que temos a impressão de poder pegá-las com as mãos. Além do mais, dentro de uma mesma faixa vibratória, temos os subníveis vibratórios e aí a coisa complica ainda mais, porque nos subníveis mais elevados, as cores se sutilizam, e, nos mais baixos, elas se densificam.

Entretanto, todos os Orixás são mistérios divinos e aceitam, sem discussões as cores que já lhe atribuíram ou haverão de atribuir-lhes, pois, como mistérios, trazem em si todas as cores. Então, que na mente das pessoas se afixe a cor que melhor irá permitir sua interação vibratória com seu querido Orixá, pois através dessa via colorida seu Orixá atuará em todo o seu mental, espiritual, emocional e físico, e o fará com tanto amor que, no fim, no imenso oceano da vida, todos serão cintilans e ulticoloridos pingos de amor a criação de fé,
muita fé, no nosso amoroso Criador.

Agora passaremos aos nossos amados filhos-de-santo e filhos-de-fé, as cores que temos
permissão de revelar, e que, se estudarem um pouco acabrão descobrindo fundamentos
profundos no campo das irradiações enegéticas que começam a acontecer após nossos
“pedidos” e orações, invocações e firmezas, irradiações e cantos.

OXALÁ............. Branco, cristalino, furta-cor.

OIÁ-TEMPO.... Azul escuro, branco, preto e prata.

OXUM.............. Rosa, dourado, azul e amarelo.

OXUMARÈ...... Azul, furta-cor, lilás e azul celeste.

OGUM.............. Azul escuro, prateado, vermelho.

IANSÃ.............. Amarelo, dourado, vermelho-coral.

XANGÔ............ Marrom claro, dourado, vermelho.

EGUNITÁ........ Laranja, dourado e vermelho.

OXOSSI........... Verde, azul escuro e magenta.

OBÁ.................. Magenta, dourado e vermelho.

OBALUAÊ....... Branco, prateado, violeta e branco/preto.

NANÃ............... Lilás, azul claro e roxo.


IEMANJÁ......... Branco azulado, prateado cristalino, azul profundo (anil) e azul
claro.

OMOLU............ Vermelho, preto, roxo, branco, vermelho, preto.

EXU.................. Preto, e vermelho.

POMBAGIRA............ Vermelho, e preto.

Portanto, fiquem com as cores que já se tornaram padrão, e está tudo certo para os nossos amados Orixás, uma vez que eles querem vê-los a partir de sua fé, que deve ser pura e imaculada.


Por: Rubens Saraceni




quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que
as pessoas escalassem o Everest ou fizessem
grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos
amássemos uns aos outros."


terça-feira, 2 de julho de 2013

Umbanda

Em Novembro de 1908, uma família tradicional de Niterói-RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: Zélio Fernandino de Moraes, um jovem que fora acometido de estranha paralisia, ergueu-se do leito e declarou: "Amanhã estarei curado."

No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada tivesse lhe tirado os movimentos e a medicina não soube explicar o que havia acontecido. Os tios, sacerdotes e católicos surpreendidos, nada esclareceram, então, um amigo da família sugeriu que fizessem uma visita a Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza.

No dia 15 de Novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar a mesa. Dominado por uma força estranha, superior a sua vontade e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer um dos componentes da mesa, Zélio se levantou dizendo "Aqui quem esta faltando uma flor" e saiu da sala indo ao jardim, voltando com uma flor, que depositou no centro da mesa.

Sua atitude causou um breve tumulto e quando os trabalhos foram reestabelecidos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios, que foram convidados a se retirarem advertidos de seu atraso espiritual.

Novamente uma força estranha dominou Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Apenas ouvia a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do por que serem considerados atrasados, apenas por encarnações passadas que revelavam.

Um médium vidente perguntou:

"Por que o irmão fala nesses termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e que sua veste branca reflete uma aura de luz? Qual o seu nome, irmão?"

E o espírito desencarnado falou:

"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa do meu aparelho para dar início a um culto em que esses irmãos poderão dar as suas mensagens e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, emcarmados e desencarnados. E se querem saber o meu nome, que seja esse: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados."

O médium perguntou com ironia ao Caboclo:

"Julga o irmão que alguém irá assistir ao culto?"

E o espírito, já identificado, disse:

"Cada colina de Niterói atuará como porta voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei."

No dia seguinte, na casa da família Moraes, os membros da Federação Espírita se reuniram para comprovarem a veracidade do que havia sido declarado na véspera. Estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

Por volta das 20h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que, naquele momento, se iniciava um novo culto em que os velhos africanos, que haviam sido escravos, e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste Culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processariam o culto, onde, os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome ao movimento religioso que se iniciava de Umbanda - Manifestação do espírito para a caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho Jesus nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou conforto. A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião.


Em 1971, a Sra. Lila Ribeiro - Presidenta da Tenda de Umbanda Luz, Esperança e Fraternidade - gravou uma mensagem do Caboclo Sete Encruzilhadas:

"A Umbanda tem progredido e vai progredir.

É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre, aos companheiros de muitos anos, que a vil moeda vai prejudicar a Umbanda. Os médiuns que irão se vender, mais tardes serão expulsos.

Umbanda é caridade, amor e humildade - esta é a nossa bandeira. Sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós. É preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenham boas comunicações e proteção para aqueles que vem em busca de socorro nas Casas de Umbanda.

[...] Com um voto de paz, saúde e felicidade. Com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo Sete Encruzilhadas."

Desde que se iniciou, rapidamente se enquadrou dentro do contexto nacional brasileiro e se propagou, gerando um interesse mundial, sendo alvo de estudos e até de teses de pós graduação em psicologia, onde tentam por vários meios explicar o fenômeno, que facilmente se conclui pertencer a outras esferas de atividades da vida.

Tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristã, mas incorporou conhecimentos religiosos universais pertencentes a muitas outras religiões. É o sinônimo de prática religiosa e magística caritativa e não tem a cobrança como uma de suas práticas usuais. 

A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso, ao qual não dispensa em nenhum momento nos seus cultos religiosos e, mesmo que reverencie as Divindades, os espíritos da natureza e os espíritos ascensionados (os guias-chefes), não os dissocia do nosso Pai Maior. 

Para nós, as divindades de Deus (os Orixás) são seres Divinos dotados de faculdades e poderes superiores aos dos espíritos e tem nelas um dos seus fundamentos religiosos, recomendando o culto a elas e a prática de oferendas como uma das formas de reverenciá-las, já que são indissociáveis da natureza terrestre ou Divina de tudo o que Deus criou. Porém, não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de Orixás e não tem nessa prática um dos seus recursos ofertatórios às Divindades. As oferendas se caracterizam por flores, frutos, alimentos e velas.

É uma religião voltada somente para o bem, onde as sessões devem ser gratuitas não podendo atender a interesses particulares.Tem como lugar religioso o templo, centro, tenda ou terreiro, o local no qual os umbandistas se encontram em sessões, giras ou cultos para promover atendimentos espirituais por meio da incorporação dos seus guias e entidades.

O chefe é a mãe de santo, no caso do Templo Magia de Luz, mais correntemente chamada de sacerdote umbandista ou dirigente espiritual. São os médiuns mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do Templo, quem coordenam as giras e que irão incorporar o guia-chefe, que comandará a espiritualidade e a materialidade durante os trabalhos.

Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns e a mediunidade de incorporação é um de seus pilares, servindo para o desenvolvimento dos médiuns e aconselhamento dos consulentes, pessoas comuns que buscam orientação espiritual para suas vidas. 

Existem várias classes de médiuns de acordo com os vários tipo de mediunidade. Normalmente há os médiuns de incorporação, que são os responsáveis por sintonizar-se com as entidades, que irão realizar os trabalhos de atendimento; os ogãs que transmitem a vibração da espiritualidade superior por via do som dos atabaques e dos pontos cantados, sendo responsáveis pela harmonia da gira, e os cambonos que são encarregados de atender às entidades, provisionando todo o material necessário para a realização dos trabalhos.

Embora caiba ao dirigente espiritual o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação e ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Obaluaê "Senhor da Terra"


Obaluaê quer dizer "rei e dono da terra". Sua veste é palha e com ela esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado a terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol - calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Domina completamente as doenças que rege e, ao mesmo tempo em que as causa, tem poder de cura sobre elas. 

O dia da semana consagrado a ele é segunda-feira. Suas cores são, geralmente, o preto e o branco e sua saudação é Atotô - Silêncio, ele esta entre nós.

Características dos filhos:


Nunca estão totalmente satisfeitos, sempre querem mais...

Mesmo quando acham que tudo está contra eles, persistem em seus propósitos.

Para os filhos de obaluaê importam os fins, não os meios. Aparentemente fortes, são na verdade frágeis e volúveis e se sujeitam a rígidas disciplinas e regras morais.

Os filhos deste Orixá sofrem com muitos problemas de saúde, em sua maioria, que se arrastam por anos, geralmente desde criança ou desde o nascimento. São doces, fiéis, dedicados e amigos de verdade, mas também são reclamões, rabugentos e um tanto mal-humorados. Aparentam ter mais idade do que realmente tem e seus pensamentos são de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças ou serem irresponsáveis.

São intuitivos, gostam de ordem, disciplina e quando querem, fazem e ajudam a todos sem exceção.