terça-feira, 23 de setembro de 2014

Umbanda X Candomblé

Quase todos não sabem diferenciar o Candomblé e a Umbanda. Pensando nisso, pesquisei sobre essa diferença em grandes sites e blogs amigos e agora trouxe a vocês. "Umbanda e candomblé são duas religiões respeitáveis, porém tão distintas quanto o protestantismo e o catolicismo."
 Aos olhos do leigo, Umbanda e Candomblé são duas formas de denominar um mesmo culto. Mas na verdade, são duas religiões distintas, unidas apenas pelas roupas, pelos atabaques e pelo uso do transe mediúnico.
A começar pelas origens, o Candomblé é uma religião africana que existe desde os tempos mais remotos daquele continente e foi trazida para o Brasil através do fluxo da escravatura. Escravos de diversas tribos e nações Africanas continuaram a cultuar no Brasil os Orixás negros, suas divindades, e estiveram na origem da criação das chamadas “Casas de Santo” (Ilê), onde continuaram com os seus rituais e preceitos Africanos. As diversas origens das tribos, e as diversas regiões do Brasil onde se implantaram, deram origem às diversas Nações do Candomblé, onde o Ketu é tido como o mais tradicional.
A Umbanda é até ao momento, a única religião criada no Brasil, foi fundada em 1917 na cidade de Niterói e reúne na sua filosofia, conhecimentos do Catolicismo, do Kardecismo, do Budismo, do Islamismo e do Candomblé, de onde tirou a forma de vestir dos médiuns (roupas de baianas), o uso dos atabaques (instrumentos de percussão) e a nomenclatura de sete dos Orixás e adotando também para estes Orixás cores diferentes das utilizadas no Candomblé. A Umbanda portanto advém do sincretismo católico-feitichista, necessário numa época de grande repressão das religiões africanas no Brasil, em que era proibido o culto dos Orixás na sua forma de origem, e esta adaptação tornou-se necessária.
No Candomblé os cânticos são em línguas africanas (Iorubá ou Banto), dependendo da nação de origem daquele grupo. Os cânticos da Umbanda são em português. No Candomblé o culto é voltado unicamente aos Orixás que são considerados deuses e não espíritos. Na Umbanda trabalham com espíritos como caboclos, pretos-velhos e ciganos, entre outros. No candomblé, só os Orixás podem provocar a possessão; a nenhum espírito que tenha tido vida na terra, é permitido este fenômeno. Na Umbanda é permitida a incorporação de qualquer tipo de entidade.
Um dos pontos em que também Candomblé e Umbanda têm pontos de vista diferentes é no que se refere ao culto de uma das divindades mais conhecidas popularmente, por tanto se recorrer a ela para a realização de todo o tipo de trabalhos: Exú.
De tal forma que suscitou o comentário que se segue por parte das Associações Brasileiras de Candomblé em congresso recente:
É preciso que reconheçamos e respeitemos as diferenças regionais do Candomblé,  mas devemos também separar as coisas. O Candomblé Ketu tradicional não cultua pomba-gira, que é uma entidade comum em alguns terreiros, muito provavelmente por influencia da Umbanda.
Convém desfazer a confusão entre Exús (entidades) e Exú (Orixá).  
Os primeiros que muitas vezes possuem nomes que ressaltam características negativas e assustadoras, (…), são entidades que devem ser respeitadas, que tem o seu valor, mas que não pertencem,  de fato, ao Candomblé, cabendo à Umbanda (ou a quem as cultua) explicar as suas origens e funções
.”

( L. Candomblé A Panela do Segredo-84)


Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/2009/07/14/candomble-e-umbanda/
http://www.seteporteiras.org.br/index.php/a-umbanda

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Seu Caminho é a Umbanda"...

"Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do ASTRAL que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. 
Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contanto com a brasa incandescente e for acomedido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar. 
A Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pombas Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. 
Sim, seu lugar é no Tempo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto seus objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e a lealdade ao seu Sacerdote." - Sr. Caboclo Tupinambá

domingo, 21 de setembro de 2014

Crianças (Erês)

Os Erês são a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda, sendo também um dos grandes responsáveis pela limpeza espiritual da casa.


Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doce. 

Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. É a única linha em que a comida de santo (Amalás), leva como tempero especial o açúcar.

As crianças da Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas. Com a criança tudo pode acontecer. Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. 

Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos.

Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda ter a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na Umbanda por Erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material chupetas, bonecas, carrinhos, doces, balas e as famosas águas de bolinha (refrigerante), trata todos como Tio, Tia, Vô e Vó. 


Os pedidos feito a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for aprendido, pois a brincadeira que ela fará para lhe lembrar pode não ser tão engraçada assim.

Velas: Cor-de-rosa, azul claro, brancas.
Comidas: Doces, Frutas, Arroz Doce, Cocadas, Balas, Bolo
Bebidas: Guaraná, Suco de frutas

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Marinheiros

Na Umbanda, em paralelo à linha de Boiadeiros e Baianos, foi criada alinha dos Marinheiros, que são espíritos que em suas últimas encarnações viveram do mar, pelo mar e para o mar. São entidades geralmente associada aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios.



Conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos. Alguns navegaram e outros submergiram nas suas águas profundas. Outros foram arrastados para dentro deles pelas ondas e outros foram arrastados pelas fortes correntes marinhas, deslocando-os de uma região para outra. 

As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns. Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.



Ao se manifestarem, incorporados em seus médiuns, esses espíritos se movimentam e “dançam” como se estivessem se equilibrando sobre o tombadilho de um navio ou barco em alto mar. Na verdade estão sobre o poder magnetizador de Iemanjá, o magnetismo dela faz com que tenham esses movimentos das ondas do mar.

Ótimos guias para desmanche de feitiçaria, os marinheiros trazem com seu jeito alegre a dispersão de fluidos oriundos do baixo astral, bebericando sua cerveja, rum ou cachaça apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilíbrio encimando ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléfica, tratando todos guias e consulentes de mano, são entidades irmanadas no auxilio mútuo ao próximo.