quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O dia, a cor e a saudação dos Orixás!

Você sabe quais são os dias, as cores e as saudações dos seus Orixás? E você sabe o que cada saudação significa? 

Obaluaê - Orixá da Saúde

  • Saudação: Atotô - "Ele esta entre nós."
  • Cores: Preto e Branco
  • Dia da Semana: Segunda Feira

Ogum - Orixá da Guerra

  • Saudação: Ogunhê - Brado que representa a força de Ogum.
  • Cores: Azul ou Vermelho...
  • Dia da Semana: Terça Feira

Iansã - Senhora dos Ventos e das Tempestades

  • Saudação: Eparrey Oyá - "Viva a Senhora dos grandes ventos"
  • Cores: Vermelho ou Rosa
  • Dia da Semana: Quarta Feira

Xangô - Senhor da Justiça

  • Saudação: Kaô Kabecilê - "Saudamos o Senhor da Justiça"
  • Cores: Marrom 
  • Dia da Semana: Quarta Feira

Oxóssi - Orixá da Caça e Rei das Matas

  • Saudação: Okê Arô - "Salve o grande caçador"
  • Cores: Verde
  • Dia da Semana: Quinta Feira

Oxalá/Oxaguiã/Oxalufã - Orixá Maior

  • Saudação: Epa Epa Babá - "Salve o grande Pai"
  • Cores: Branco
  • Dia da Semana: Sexta Feira

Oxum - Orixá do Amor, da Fertilidade e da Maternidade

  • Saudação: Ora yê yê ô - "Salve a Senhora da bondade"
  • Cores: Amarelo Ouro
  • Dia da Semana: Sábado

Iemanjá - Rainha do Mar

  • Saudação: Odoiá - "Amada Senhora das Águas"
  • Cores: Azul, Prata e Branco
  • Dia da Semana: Sábado

Nanã - A Mais Velha Orixá

  • Saudação: Saluba Nanã - "Salve a Mãe de todas as Mães"
  • Cores: Lilás
  • Dia da Semana: Domingo

Fonte: http://irmandadeumbandistaluzdearuanda.blogspot.com.br/2012/07/significado-das-saudacoes-aos-orixas.html
http://umbanda-orixas.info/

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Exú é Orixá?

Eis que surge uma pergunta da minha irmã: "Exú é Orixá?"
Provavelmente a dúvida dela é a de muitas pessoas, então, resolvi que a matéria de hoje seria, bem explicativa e curta, sobre isso. 

     Exú Orixá


Exú nasce como Orixá dentro do panteão africano, sendo considerado o mensageiro dos Orixás, além de ser a divindade da vitalidade dentro do culto da nação.

     Exú Guardião


Na umbanda não trabalhamos diretamente com o Orixá Exú, trabalhamos com espiritos que trazem e manipulam essa força desse Orixá.

Exú trabalha com as energias mais densas dentro da Umbanda, sendo especialista em descarrego, desobsessões, cortes de magia negra e demandas. Por isso, Exú Guardião é firmado na Tronqueira na entrada do Terreiro de Umbanda.

Trabalha dentro da Lei divina e dentro de um centro de Umbanda nunca presta-se a trabalhos de energia negativa. Utiliza-se cigarros e charutos para realizar limpezas energéticas nas pessoas que consultam-se com ele e a pinga como elemento magísitico para trabalhar o médium em sua incorporação.

Exú Guardião é uma entidade como qualquer outra na Umbanda e seu símbolo é o TRIDENTE que representa a força guardiã do Exú e a força tripolar do Exú vitalizadora, desvitalizadora e neutralizadora.

Fonte: http://wwworixas.blogspot.com.br/2011/03/diferencas-entre-exu-guardiao-e-exu.html

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Déjà Vu - Ciência X Espiritismo

Hoje estava conversando a respeito do fenômeno da Paramnésia (Deja Vu). Eu conhecia somente a visão Cientifica, mas sabia da existência de uma posição do Espiritismo a respeito disso. Foi ai então que resolvi pesquisar, conhecer mais sobre o assunto e trazer essas duas visões totalmente opostas a respeito disso pra vocês.

 CIÊNCIA X ESPIRITISMO



CIÊNCIA
Você já experimentou uma súbita sensação de familiaridade enquanto estava num lugar completamente novo? Ou o sentimento de que teve a mesma conversa com alguém antes?
Esta sensação de familiaridade clara é conhecida como déjà vu (termo francês que significa ‘já visto’) e é relatado que ocorre de forma ocasional com 60-80% das pessoas. É uma experiência quase sempre transitória e que ocorre de forma aleatória.
Então, o que é responsável por estes sentimentos de familiaridade?
O déjà vu em indivíduos saudáveis é relatado como um erro na memória que pode expor a natureza do sistema de memória. Alguns pesquisadores especulam que o déjà vu ocorre devido a uma discrepância no sistema de memória levando à geração inapropriada de uma memória detalhada sobre uma nova experiência sensorial.
Isto é, a informação se desvia da memória de curto prazo e alcança a memória de longo prazo.
Isto implica que o déjà vu é evocado por uma incompatibilidade entre a entrada sensorial e a saída da recordação da memória. Isso explica por que uma nova experiência pode parecer familiar, mas não tão tangível como uma memória totalmente recordada.
Porém, até agora não há uma explicação por que ocorre o déjà vu, mas os avanços nas técnicas de neuroimagem podem ajudar nossa compreensão da memória e os truques que nossa mente prega em nós.

ESPIRITISMO

Para os conceitos espíritas, tudo o que vemos e nos emociona, agradável ou desagradavelmente, nesta e nas encarnações pretéritas, fica gravado em alguma parte do cérebro perispiritual e, em algumas ocasiões, a paramnesia emerge da consciência desperta. Pode, também, ser uma manifestação mediunica se o médium entra, em dado momento, em um transe ligeiro, sutil, e capta a projeção de uma forma-pensamento emitida por um espírito desencarnado.

A tese da reencarnação é difunfida há milhares de anos. No Egito, por exemplo, um papiro antigo diz "o homem retorna a vida várias vezes, mas não se recorda de suas pretéritas existências, exceto algumas vezes em sonho. No fim, todas essas vidas ser-lhe-ão reveladas."

O Déjà Vu pode até mesmo ser uma lembrança real, de algo vivido durante o sono fora do corpo, ou antes da atual encarnação. Sim, muitas vezes sabemos o que nos espera no futuro, apesar de agirmos sobre ele e o modificarmos no presente.

Nem sempre se trata de uma fantasia, às vezes se trata de uma lembrança genuína: estivemos em tal lugar em outra existência ou durante o desdobramento.
Fonte: http://www.epochtimes.com.br/cientista-buscam-explicar-deja-vu-como-isso-acontece/#.VD3GuPldWsE
http://espiriteiro.blogspot.com.br/2010/05/deja-vu-e-um-fenomeno-instigante.html
http://psicologiaespirita.blogspot.com.br/2009/01/dja-v.html

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Oxum

A Orixá Oxum atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor fraternidade e união.

Bela, vaidosa e sensual, Oxum é a deusa do amor e a mais feminina de todas as divindades da Umbanda. Rege a fertilidade e o poder de gestação. É a senhora das águas doces, que irrigam os campos, garantindo fartura, e também do ouro. Por isso, identifica-se com todas as manifestações de riqueza.

Oxum está em tudo, pois, se amamos algo ou alguém é porque ela está dentro de nós. Como o rio, que sempre caminha pro mar, a Oxum da Umbanda está diretamente ligada à Rainha do Mar, encabeçando a legião das sereias de águas doces.

Oxum é a força dos rios, que correm sempre adiante, levando e distribuindo pelo mundo sua água que mata a sede. É a Mãe da água doce e Rainha das cachoeiras. Orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do Amor, puro, real, maduro, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe. 

É Oxum que “toma conta” do feto até o nascimento, quando, então, entrega à Iemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança. Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência. Os seus filhos são a sua maior riqueza. 

O casamento, o ventre, a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por conseqüência, a felicidade. Oxum é o amor, é a capacidade de sentir amor.

Ela é o elo que une os Seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual. É o elo que une dois Seres sob o mesmo amor, agregando-os onde se dá inicio à concepção de uma nova vida.

Ela é quem agrega os bens materiais que torna um ser rico, portanto, é conhecida como Orixá da Riqueza, Senhora do Ouro e das Pedras Preciosas.




Lenda de Oxum

Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:

- Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!

E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:

- Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!

Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.

- Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.
Ao que Exu respondeu:

Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!

Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.

Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:

- O que você quer aqui mocinha?
- Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.
- E por que quer aprender a magia?
- Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!

As Yámi, há muito querendo "pegar Exu pelo pé", resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.
Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:

- Ensina-me a ver os búzios, Exu?
- Não e não! Foi sua resposta.

Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.

- Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.

Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:

- Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
- Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
- Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?
- Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
- Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!
- É Okanran! Ai! Ai! Não enxergo nada!
- Olha, achei outro, é menorzinho.
- É Eji-okô, me dê, me dê!
- Ih! Exu,. Achei um compridinho!
- E Etá-Ogundá, passa para cá....

E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.

- Hum! Acho que essa garota me passou para trás!

No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.

Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:
- Fiz tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!
"Ora Yê Yê, amor.... Ora Yê Yê, Oxum...

Filhos de Oxum

Os filhos de Oxum amam espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mão), jóias, ouro e se mostram sempre de forma impecável. Tratam as pessoas com um carinho maternal e são muito sentimentais e românticos. O próprio lar é o lugar preferido dos filhos de Oxum.

Curiosidades

Cores: Amarelo ouro

Data Comemorativa: 08 de dezembro

Habitat: cachoeira, rios e lagos

Saudação: Ora iêiê ô = Salve a Senhora da bondade!

Sincretismo Religioso: Nossa Senhora da Aparecida

domingo, 5 de outubro de 2014

UMBANDA X QUIMBANDA

Uma das coisas que mais me incomodam é o fato das pessoas criticarem ou falarem sobre algo sem conhecer. Escuto freqüentemente pessoas na rua dizendo “Chuta que é macumba” ou “Sai pra lá Exu” e me pergunto se por acaso essas pessoas sabem o que é Macumba ou um Exu? E quando as questionamos sobre o que acham que é a Umbanda nos respondem “Magia Negra”.
Triste mas verdade. Muita gente confunde Umbanda com Quimbanda. Foi pensando nisso, então, que resolvi desmistificar o místico para muitos.
Primeiramente, vamos aprender o que significa cada um:

* Macumba: é o nome de um instrumento musical e também significa "cura" no dialeto bengalês. Então, macumbeiro é quem toca macumba.
* Umbanda: é uma religião brasileira formada através de elementos de outras religiões como o catolicismo ou espiritismo juntando ainda elementos da cultura africana e indígena. A palavra é derivada de “u´mbana”, um termo que significa “curandeiro”.
* Quimbanda: é um culto afro-brasileiro com forte influência bantu e muito influ­enciado pela magia negra européia.

Agora vamos entender a diferença entre a UMBANDA e a QUIMBANDA.

A doutrina da Umbanda, apesar do seu ritualismo, e processo de ação direta no mundo material, define-se por um trabalho a serviço do bem. A Quimbanda, também conhecida pelos leigos como macumba, é uma ramificação da Umbanda, que pratica a magia negra. Embora cultuem os mesmos Orixás e as mesmas entidades, se sirvam das mesmas indumentárias, e tenham em seus terreiros semelhanças muito marcantes, tais como: a presença de imagens dos santos católicos simbolizando os orixás, caboclos e pretos velhos, etc. Existem entre as duas religiões diferenças fundamentais e decisivas: Uma delas é que na Quimbanda são realizados despachos com animais como galos e galinhas pretas, por exemplo, pólvora, objetos da pessoa a quem se quer prejudicar, dentes, unhas ou cabelo de pessoas ou animais. A negociata de despachos nas encruzilhadas, cobrança mercenária para melhorar negócios, os trabalhos para juntar ou separar casais, afastar pessoas desagradáveis, obter promoções prematuras, derrotar competidores ou eleger candidatos políticos, tudo isso também é considerado Quimbandismo, porque opera em detrimento ao próximo. Outra prática bastante freqüente que também se encontra presente no vodu haitiano sob o nome de paket é o envultamento. Este, diz respeito à construção de um boneco de pano ou qualquer outro material, desde que pertencente à pessoa a quem quer se prejudicar, e a seguir alfinetes ou pregos são utilizados para transpassar o corpo da imagem.

À medida que os trabalhos da Umbanda foram-se firmando no curso benéfico, passou-se a definir que umbandismo representa o serviço benfeitor ou magia branca e quimbandismo representa todo serviço causador do infortúnio ao próximo ou magia negra. Umbandista então, é o médium, denominado cavalo, o mago filho do terreiro, que somente prática o bem. E Quimbandeiro é o médium, também denominado de cavalo, o mago ou filho do terreiro, que só pratica o mal.