quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Contra-Egum

Contra Egum é um traçado de palha da costa, que serve de proteção contra espíritos desencarnados. Esse traçado é posto no braço.


Enquanto se usa essa proteção estamos livres da perturbação ou até mesmo da aproximação dessas energias que podem ser brandas ou revoltadas e sem nenhuma luz.

Devemos utilizar os contra eguns mesmo depois de nossos preceitos cumpridos e, sempre que formos a algum lugar infestados de energias negativas (Ex: Cemitérios, hospitais, presídios, ou qualquer lugar que vc sinta a necessidade.)

Quando estivermos com esse traçado é necessário não Beber, não praticar sexo, não ficar em barracas e tudo que possa desliga-lo do Orixá.

Segundo o Conhecimento aplicado pelos antigos no candomblé, O Contra Egum é instrumento de Obaluaê (O Rei da Terra), que espantaria as energias negativas das pessoas, mas alguns dizem que Ewá, Oyá e Ogum também cumpram seu papel quanto a esse traçado de palha da costa.
Fonte:http://omidewa.com.br/public_html/arquivos/707
http://odemutaloia.blogspot.com.br/2009/06/contra-egum.html

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Atabaques

Tambores altos e estreitos, afunilados de um só couro, usados para atrair as diferentes vibrações, quando tocados. Os atabaques são usados para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em atenção mediúnica.

Pode ser tocado com as mãos ou ainda com baquetas / varinhas especiais feitas de galhos de goiabeiras ou araçazeiros. Seu nome tem origem árabe at-tabaq que significa prato. É feito com a madeira da gameleira.

Na madeira o axé de Xangô, nos aros de metal a força de Ogum e Exu e na pele de origem animal a influência de Oxossi.


Run é o maior atabaque com som grave. Run significa rugido.
Rumpí é o intermediário com som mediano. Run significa rugido e pi imediatamente.
é o menor atabaque e tem o som mais agudo. Lé significa pequeno.

O Run é responsável pelo solo musical. Os outros Rumpí e Lé dão suporte e manutenção do ritmo, assim como repiques e variações.

Não devem ser tocados por pessoas não preparadas para esse fim pois poderia acarretar uma quebra de energias existentes no instrumento ou ainda na transmissão de vibrações que não seriam benéficas à pessoa despreparada.

Não é qualquer um que pode ser Ogã. Os Ogãs possuem a capacidade de ativar energias, devem ser conhecedores de rezas e fundamentos de cada Orixá, além de saber a hora certa de entoar cada canto e toque, de acordo com a necessidade do trabalho.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sincretismo Religioso

Apesar de vistos de pontos de vista diametralmente opostos, os santos católicos e os orixás tem sim uma ligação. Para compreender isso é necessário voltar ao período da colonização do Brasil, onde desembarcaram no país os primeiros africanos de origem Iorubá, um povo que vivia numa região que hoje corresponde aos países africanos de Togo, Nigéria e Benin.

Os Iorubás tinham como religião o Candomblé, porém, como foram trazidos para o país e eram tidos como escravos, não podiam praticar livremente a sua crença e foi para poder praticar a sua religião, que os africanos criaram associações das divindades, denominadas Orixás, com os Santos Católicos.

Os Orixás que são cultuados na Umbanda, são associados aos determinados Santos Católicos:

Iansã - Santa Bárbara
Iemanjá - Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes
Nanã - Santa Ana, Mãe de Maria
Obaluaê - São Lázaro e São Roque
Ogum - Santo Antonio e São Jorge
Oxalá - Jesus
Oxóssi - São Sebastião e São Jorge
Oxum - Nossa Senhora das Candeias e Nossa Senhora Aparecida.
Xangô - São Francisco de Assis, São Jerônimo, São João Batista e São Pedro.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Gira

Certamente a muitos é estranho entrar num terreiro e assistir uma gira e orar aos Orixás. Mas como isto funciona?

A Gira é um dos principais rituais da Umbanda, onde são realizados os trabalhos de cura e as consultas. É formada por três partes: a preparação, a abertura e o encerramento. 

Preparação

Quando sabemos que em determinado dia ocorrerá uma Gira, nós os filhos-de-santo devemos tomar algumas providências que com toda a certeza nos ajudarão a se preparar para ela.

1. Em primeiro lugar, a abstinência alcoólica é obrigatória. Nunca devemos ir a uma Gira dedicada a Deus e aos Orixás com sequer uma dose de qualquer bebida que seja, isso porque tal ato poderá acarretar problemas sérios ao médium, que terá alguns dos seus sentidos alterados e não poderá entregar-se por completo ao Pai, além de ser um desrespeito à ele próprio.

2. A carne vermelha e alimentos pesados devem ser evitados, pois lhe são contidas certas energias que podem interferir no organismo do médium, seja ele de incorporação ou não, dificultando assim o fluxo de energia positiva da corrente e o reabastecimento de suas “baterias divinas”.

3. Quanto à abstinência sexual, ela deve ser efetuada, não pelo sexo ser impuro como todos pensam, mas sim porque o ato ocorrido consome grande parte da energia corporal, debilitando o corpo do Médium que não poderá ser utilizado na sua plenitude devido ao cansaço existente.

4. Por último lugar citamos o banho de defesa ou descarrego como se costuma chamar.
Este banho tem o poder de limpar e defender o corpo de qualquer negatividade que possa nele existir, dando-lhe melhores condições para desempenhar o seu papel nas Giras. Porém vale o lembrete de que o banho de defesa só é tomado após o banho comum, sendo lavada somente à parte de abaixo do pescoço.

A Chegada ao Templo

Os dias que intermedeiam as Giras realmente demoram a passar, e ao se rever às pessoas que tanto gostamos surge àquela vontade de colocar todos os assuntos em dia. Isso de modo algum é proibido desde que seja feita antes do ato de bater-cabeça e acontecer fora das dependências internas do templo, pois dentro deste deve-se guardar o silêncio em respeito a Oxalá, e aos Guias e Orixás que ali aguardando o inicio da Gira.

Abertura 

Ao iniciar os trabalhos, já devemos estar totalmente imbuídos no sentido de entrega plena aos entes espirituais, de modo que à vontade de Oxalá seja feita e possamos mais uma vez cumprir nossa obrigação.

Para que fortificamos este sentimento, se faz necessário que a prece de abertura seja sentida verdadeiramente, e não somente recitada. Temos realmente que nos fazer ouvir por Oxalá para que este esteja presente durante toda a Gira, nos ajudando a recarregar a energia gasta durante toda uma semana.

O mesmo é dito ao se bater-cabeça. Muitos não conhecem o significado deste ato, que além de transparecer o nosso respeito a nossa humildade aos Orixás, também é a demonstração da união e coletividade que são fatores essenciais a qualquer templo que trabalhe em prol da Caridade.

Defumação

A firmeza de cada integrante da corrente de faz extremamente necessária nessa hora, pois é ai que toda a negatividade que possa haver se imiscuído dentre a corrente será varrida para fora do Templo, de modo que não possa interferir no perfeito fluxo da Gira. Porém, se os Médiuns não se mantiverem mentalmente firmes no propósito de bani-las, essas forças negativas poderão oferecer maior resistência e até permanecer entre a corrente, podendo atrapalhar assim aos rituais que se procederão.

Chamando os Guias

Esse é o momento que compõe a essência básica de todos os rituais que o antecederam. É o momento em que os médiuns devem se dispor realmente à Caridade, em amor aos seus Guias e entregando-se a eles de forma que possam vir trabalhar e ajudar a si e aos que deles necessitam.

Mas são muitas às vezes em que somos perturbados por algumas dores ou determinados problemas, e já achamos que não temos condições de deixá-los vir. Bem, esse julgamento é um julgamento que cabe somente a Oxalá, que foi a quem você se entregou quando bateu-cabeça, e aos seus próprios Guias que sabem de suas condições, e não viriam se estas lhe faltassem.

E quanto aos Médiuns que ainda não incorporam, que não incorporaram naquela Gira ou fizeram sua opção pela não incorporação, não pensem que foram esquecidos, pois cada um, dentro da sua função, seja de cambono, curimba, cantador, são de essencial importância, pois sem eles os Guias não teriam condições de trabalhar. Portanto, estes devem manter em silencio e se dispor em ajudar naquilo que for preciso, e assim também estarão contribuindo para a pratica da Caridade.

DEVEMOS NOS ATENTAR ALGUMAS REGRAS:

1. É necessário que todos os médiuns ao chegarem, saúdem a porteira quando entrar no terreiro. É lá que estão firmados os exús que tomam conta da porteira.

2. Antes de pisar na parte coberta do terreiro é importante saudarmos o solo pertencentes aos Orixás, fazendo o sinal por Oxalá.

3. Ao chegar saudar a firmeza do Congá que se encontra sob nossas cabeças.

4. Entregar as guias ao Chefe do terreiro para que ele coloque em seus filhos.

5. Depois de colocar a roupa branca e as guias, chega a hora de entregar-se ao Pai e realizar todos os rituais necessários a nossa segura permanência dentro da Gira.
Dentre esses rituais, o primeiro é o de bater-cabeça, onde nos entregamos a Oxalá com o verdadeiro intuito de se realizar a caridade com muita seriedade e consciência do ato que se praticará, e o qual nunca devemos nos esquecer. 

6. O médium deverá trazer as ferramentas de trabalho de seus guias, ou seja: charuto, cigarro, fumo, cachimbo, velas e a bebida de cada entidade. Deverá mostrar aos cambonos onde esta o material, para que quando se fizer necessário, eles sirvam seus guias.

7. Em caso de atraso, não entre na gira sem o consentimento da Mãe da casa, na ausência pedir a autorização do guia chefe, na ausência deles pedir autorização aos Pais Pequenos.

8. Todos os Médiuns (ou cambonos) quando desincorporarem deverão guardar e lavar os instrumentos usados (copo, cuia, xícara, etc).

9. Os médiuns que saírem antes de terminar a gira devem pedir licença ao Pai e Mãe da casa. 

OBRIGAÇÕES DOS CAMBONOS

1. Ajudar a cantar todos os pontos para manter a energia do trabalho.

2. Mulheres deverão usar saia branca e camiseta branca e homens calças brancas e camisetas brancas.

3. Procure ter em mãos os pertences do Guia que estiver trabalhando.

4. Quando os passes terminarem e havendo tempo os Médiuns poderão falar com os guias.

5. Se os Médiuns ao desincorporarem não se sentir bem devem leva-lo ao Guia chefe.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Pembas

A Umbanda tem no uso da pemba um dos seus recursos mágicos, e ela pode ser usada de várias formas, tais como:

* Para riscar pontos cabalísticos;
* Para cruzar os filhos de fé;
* Para pós purificadores
* Para limpar as pessoas;
* Para cruzarem imagens ou outros objetos;
* Para assentamentos.



Pemba significa e é um elemento mágico mineral.

A confecção das pembas acontece dessa forma: um mineral, tipo calcário branco é moído e coado, depois é moldado em formas ovais que lhe proporcionam fácil manuseio e boa resistência, não sendo muito duro, nem muito mole.

A pemba ideal é aquela que risca facilmente sem esfarelar-se.

Os guias espirituais gostam de riscar pontos cabalísticos quando vão trabalhar. Cada um com seu próprio ponto, raramente repetido por outros guias, ainda que alguns símbolos, signos e ondas sejam comuns.

Porém, sempre vemos diferenças entre os pontos de guias pertencentes a uma mesma linha ou corrente de trabalho espiritual.

As pembas podem ser consagradas ou não, tudo depende da orientação dos guias espirituais.

Fontes: http://www.umbandadeluz.com.br/elementos.htmlv