sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Desenvolvimento Mediúnico

Antes de começar a falar sobre o Desenvolvimento Mediúnico é necessário se entender o que é mediunidade:
Mediunidade é um processo onde espíritos de luz, chamados de guias e/ou entidades, utilizam pessoas encarnadas (médiuns) como interlocutores, para cumprir uma missão de caridade na terra. É preciso lembrar que o trabalho mediúnico é uma oportunidade, não uma condenação, e desenvolver esse dom envolve estudo teórico e prático.



Não existe fórmula específica para o Desenvolvimento Mediúnico e cada terreiro possui seus próprios métodos, mas, no geral, os médiuns iniciantes primeiro devem conhecer e se afinar com o terreiro, até começar a participar das sessões de desenvolvimento. 

As aulas devem ser ministradas pelo Dirigente Espiritual ou alguém indicado por ele. Cada terreiro tem seu próprio método, mas, em sua grande maioria, ministram aulas teóricas e práticas que somadas, resultam em um conhecimento maior e levam ao verdadeiro conhecimento da religião.

Nas aulas práticas, os guias daquele médium vão se aproximando gradativamente, o que provoca uma série de sensações no corpo e na mente do médium. Com o passar do tempo, a ligação mediúnica se fortalece e sua manifestação se torna cada vez mais natural e fluída, até o ponto de ele estar preparado para o trabalho na Umbanda, o que pode levar anos. Atente-se: um bom desenvolvimento não é medido em tempo, mas sim em qualidade. O processo deve durar o quanto for necessário para que o médium esteja seguro e capaz de desempenhar suas funções.
É importante que os médiuns em desenvolvimento tomem seus banhos de ervas, pois estes são instrumentos de harmonização e sintonização do corpo astral do médium com seus guias espirituais. Ao tomar estes banhos, o médium desenvolve previamente um tipo de energia receptiva ao espírito que se aproximará dele. A sintonia e incorporação, nestes casos, ocorrem muito mais facilmente. 


"Sou eu ou é a entidade que está falando?"
"Como se livrar da eterna dúvida?"

Esta é talvez a dúvida mais comuns aos médiuns iniciantes e se sua resposta fosse simples, não seria mais dúvida alguma. Na verdade, a interferência de médiuns no contexto da incorporação é muito comum no princípio do desenvolvimento e deve ser encarado como algo normal. Somente com o exercício, o médium diminui sua ansiedade e cede espaço para que a entidade se manifeste com liberdade e clareza, porém, durante este período, o médium precisa se entregar de forma absoluta a esta experiência, ignorar o julgamento alheio e recorrer sempre aos dirigentes do terreiro para ajustar o que for preciso.
“Continue e a dúvida se dissipará com a experiência"

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quaresma na Umbanda

Vou falar um pouco da quaresma e da importância de manter um equilíbrio mental e espiritual, mas primeiramente vamos entender o início da quaresma e o que ela significa.

A palavra quaresma vem do latim quadragésima, tem início na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da semana santa e é utilizada para representar o período de quarentena espiritual, ou seja, quarenta dias que antecedem a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no domingo de Páscoa. Essa comemoração data-se do início do século IV. 

A quaresma dura na verdade 47 dias, uma vez que no calendário litúrgico, os domingos não são contados, perfazendo então os 40 dias.

O período é reservado para reflexões e crescimentos espirituais, um momento de recomeço, um renascimento como o de Jesus Cristo, quando onde os fiéis devem intensificar a prática dos princípios essenciais de sua Fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.


A Quaresma na  Umbanda

Podemos resumir a época de quaresma como sendo um período de grande movimentação espiritual, quando muitos aguardam para seu recomeço e renascimento. 

Muitos espíritos recebem, nessa época, a oportunidade de se redimirem e ganhar a absolvição, porém alguns desses espíritos, que foram aprisionados de acordo com a lei e a justiça divina, se aproveitam nesse instante para se libertarem e voltar a fazer o mal, principalmente àqueles que o aprisionaram. Por isso é muito importante nos cuidarmos durante o período de quaresma, principalmente os que desenvolvem a sua mediunidade, pois é através dela que muitos desses espíritos se aproveitam e se demonstram. 

Sendo assim, devemos tomar alguns cuidados: evitar brigas, contendas e desavenças e eliminar sentimentos impuros. Devemos vigiar nossas ações nesse período.

Como fazer para nos proteger e evitar esse tipo de interferência nas nossas vidas e nos nossos trabalhos espirituais? Como fazer para que esse período não influencie em nossas decisões e atitudes? 

Há quem diga que nesse período não devemos trabalhar nossa mediunidade, muito pelo contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que o mal trabalha à vontade, que os Terreiros devem estar preparados para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que venha atrapalhar seus Filhos de Fé ou Consulentes. 

Atualmente, interromper os trabalhos na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e se aproveitam das nossas energias, ou seja, estaremos desprotegidos na mão do inimigo. 

O terreiro é um pronto-socorro espiritual, os irmãos necessitados que buscam ajuda e não escolhem períodos determinados para solicitar auxilio e seria muito contraditório achar uma porta fechada justo no momento de maior precisão.

Muitos daqueles que trabalham na Magia para fazer o mal, têm na quaresma um período propício, portanto devemos tomar cuidado, mantendo nossas firmezas ativas como de Anjo de Guarda, utilizando banhos e defumação. Para quem não costuma acender vela para o seu Anjo de Guarda essa é uma ótima oportunidade para começar, firme uma vela de 7 dias branca sobre um papel com seu nome escrito, faça a oração de Anjo de Guarda e coloque copo com água ao lado (essa água deve ser trocada todos os dias). 




Cada umbandista sabe que a mudança faz parte do aprendizado e crescimento espiritual, devemos vencer os demônios da vaidade, inveja, egoísmo e tantos outros, para merecer a oportunidade de trabalhar na corrente de um terreiro.

Umbandista, entre nesta vibração que está sendo gerada pelos seguidores de várias religiões e retire o melhor que puder para sair renovado e ter condição de assumir a grande e difícil responsabilidade de ajudar o próximo, sem julgamentos, sem preconceito, seguindo mais uma vez o exemplo do mestre.




“A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a Quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus Filhos de Fé ou Frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que se não temos o Preto-Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos do inimigo. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito à liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição. Por isso, vamos abrir nossos Templos de Umbanda na Quaresma e cuidar com amor dos nossos Filhos de Fé.” 
(Babalaô Ronaldo Antônio Linares – Federação Umbandista do Grande ABC) 

Prece de Anjo de Guarda



Santo Anjo Protetor, Meu Zeloso Guardador

Se Em Ti Confiaste A Piedade Divina
Sempre Me Rege, Me Guarde, Me Governe e Me Ilumine,
QUE ASSIM SEJA!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Guias (Fios)

As guias usadas na Umbanda, também chamadas de fios, podem ser de várias cores e se tornam parte integrante da indumentária Umbandista. São responsáveis por nos proteger e aumentar nossa vibração, sendo considerados verdadeiro para-raios em nossa defesa.

Cada fio é único, guardando consigo mistérios envolvendo cores, pedras, elementos e formas, que estão diretamente relacionados a espiritualidade de cada médium e, por isso, só deve ser feito quando solicitado por seu guia ou pelo seu Dirigente Espiritual.

Entretanto, se a guia não for cruzada não terá valor energético nenhum, servindo só como adereço e não como proteção.

Os fios são objetos no qual os guias e protetores imantam com determinadas forças para servirem de instrumentos em ocasiões precisas, porém, não é unicamente responsável pela nossa proteção, assumindo várias outras funções:

  • serve de instrumento de ligação psíquica entre médium e espírito;
  • serve como instrumento de tratamento;
  • serve como material de trabalho das entidades, atraindo ou emetindo energias;
  • serve como reserva energética mantendo o campo áurico do médium equilibrado;
  • serve para identificar iniciações ou regências.


"Por que os fios arrebentam?"

Por ser confeccionada por um material altamente atrativo, quando o médium entra em contato com energias fortes, na qual talvez não pudesse suportar, o fio recebe toda a carga negativa e arrebenta.

Lembre-se sempre que as guias são objetos sagrados e como tais devem ser tratadas com respeito e, ao utilizá-las, tenha a humildade e o entendimento do que isso representa.

"Acima de qualquer fio, seja aquele bonito, cheio de pedras ou trançado, esta o mais simples de todos e que guarda a maior das forças: O Fio de Oxalá"
Exú Capa Preta.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Adjá

O adjá (adjarí ou adjarím) é um instrumento de metal, formado de uma, duas ou três sinetas, com badalos. Pode ser confeccionado em alumínio, ferro, folha de flandres, cobre ou latão dourado. 

Instrumento do povo iorubá, foi também aceito e incorporado às demais nações-irmãs.



Esse instrumento sinaliza que quem o utiliza é a pessoa com poder de autoridade e graduação dentro da religião. Só pode ser usado pelo Dirigente Espiritual ou por alguém de extrema confiança do Dirigente. 

Na Umbanda o Adjá é utilizado em vários momentos como no desenvolvimento mediúnico, quando se prepara o amaci ou uma oferenda para os Orixás. Também pode ser usado para abençoar os filhos, fazer a limpeza das energias do Congá e ajudar a movimentar o axé dos terreiros. 

É de extrema importante para o Desenvolvimento Mediúnico, pois quando tocado próximo ao médium que está se desenvolvendo, faz com que o Orixá ou Guia Espiritual se aproxime mais da incorporação, fazendo com que o médium adormeça o mental, deixando todos os pensamentos de lado, se concentrando e se conectando as diversas sensações. Ao ser tocado acima de suas cabeças, o Adjá provoca transe das pessoas porque no processo de imantação ele recebe as energias do holocausto que foi oferecido a determinado Santo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Caboclos

"Os pajés e caçadores, a sabedoria da natureza"

Originalmente, a palavra Caboclo significa mestiço de Branco com Índio mas, na percepção umbandista, refere-se aos indígenas que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria. 

A Umbanda, mistura de diversas culturas religiosas, agregou também a ameríndia e recebe na Gira dos Caboclos estes espíritos de índios que foram pajés, caciques, caçadores, e possuíam uma fé inabalável em Tupã, Deus Supremo. É provavelmente a mais popular e mais procurada Gira de Umbanda.

Os Caboclos trouxeram para a Umbanda toda a magia dos Pajés, a a defumação pelos charutos e cachimbos e o poder milagroso das ervas.


Falar em Caboclos na Umbanda, é fazer menção a todos eles que, com denominações diversas, atuam em nossos terreiros e que, com humildade, como muito bem recomenda a espiritualidade, omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados. Na Umbanda, os Caboclos e Caboclas, constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas virações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua.

Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porém em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, de Xangô, de Oxóssi ou Omulu. Já as Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações de Iemanjá, de Oxum, de Iansã ou de Nanã. 

Nas giras destes maravilhosos espíritos se destacam as danças tribais que desenvolvem, a plástica dos passes e cumprimentos, e o alto valor que dão a natureza, hoje destruída por nós "civilizados".


Talvez por ser este o encontro do homem atual, civilizado, que destruiu suas matas e natureza, com os antigos guardiões destas mesmas riquezas, a gira de Caboclos de Oxóssi, seja uma das que mais traduz o verdadeiro sentido da nossa Umbanda Sagrada. 

Oxóssi - O dono das matas e dos animais.

"Orixá das matas e florestas, tão bom protetor dos animais quanto bom caçador, que só o faz para garantir a subsistência de sua tribo, comunidade, seu povo".



"A Umbanda também é a preservação da natureza" Okê Arô! 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Iemanjá

Orixá mais popular do Brasil, a rainha do mar é a mãe de todos os Orixás, é o trono feminino da geração, a protetora dos marinheiros, pescadores, das viagens pelo mar, e também sobre toda a flora e fauna marinhas. Dona dos mares e oceanos, águas essas que, através de sua força, tem o papel de devolver vibrações e trabalhos, pois creem que o mar devolve tudo que nele for jogado e vibrado.

Iemanjá é força da natureza que tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.


Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento. 


Lenda de Iemanjá

Filha de Olokun, Iemanjá nasceu nas águas. Teve três filhos: Ogum, Oxóssi e Exu. 

Conta a lenda que Ogum, o guerreiro, filho mais velho, partiu para as suas conquistas; Oxóssi, que se encantara pela floresta, fez dela a sua morada e lá permaneceu, caçando; e Exu, o filho problemático, saiu pela mundo.

Sozinha Iemanjá vivia, mas sabia que seus filhos seguiam seus destino e que não podia interferir na vida deles, já que os três eram adultos.Comentava consigo mesma:

- Ogum nasceu para conquistar. É bravo, corajoso, impetuoso. Jamais poderia viver num lugar só. Ele nasceu para conhecer estradas, conquistar terras, nasceu para ser livre. 
Exu, que tantos problemas já me deu, nasceu para conhecer o mundo e dos três é o mais inconstante, sempre preparado surpresas; imprevisível, astuto, capaz de fazer o impossível.
Oxóssi, meu querido caçula, bem que tentei prendê-lo a mim, mas no fundo sabia que teria seu destino. Ele é alegre, ativo, inquieto. Gosta de ver coisas belas, de admirar o que é bonito e é um grande caçador. Nasceu para conhecer o mundo também e não poderia segurá-lo... 

Iemanjá estava perdida em seus pensamentos quando viu que, ao longe, alguém se aproximava. Firmou a vista e identificou-o: era Exu, seu filho, que retornara depois de tanto tempo ausente. Já perto de seu mãe, Exu saudou-a e comentou:

- Mãe, andei pelo mundo mas não encontrei beleza igual à sua. Não conheci ninguém que se comparasse a você!

- O que está dizendo, filho? Eu não entendo!

- O que quero dizer é que você é a única mulher que me encanta e que voltei para lhe possuir, pois é a única coisa que me falta fazer neste mundo!

E sem ouvir a resposta de sua mãe, Exu tomou-lhe à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, pois Iemanjá não poderia admitir jamais aquilo que estava acontecendo. Bravamente, resistiu às investidas do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu "caiu no mundo", sumindo no horizonte.

Caída ao chão, Iemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokun e ao Criador, Olorun. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo, dando origem aos mares.

Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos Orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros, na corte.

Iemanjá que, deste modo, deu origem ao mar, procurou entender a atitude do filho, pois ela é a mãe verdadeira e considerada a mãe não só de Ogum, Exú e Oxossi, mas de todo o panteão dos Orixás.


Filhos de Iemanjá

Maternais e impotentes, os filhos de Iemanjá são pessoas dignas, majestosas e fecundas. Não perdoam facilmente uma ofensa, e quando perdoam, nunca esquecem. Com o rigor de uma mãe, às vezes podem parecer arrogantes. Apreciam ambientes confortáveis e mesmo quando pobres, mantem um certo nível de sofisticação em seus lares. Amizade e companheirismo são características fundamentais.


Curiosidades

Cores: azul claro, branco e prata

Cores da Guia: contas brancas e azul claras ou transparentes

Data comemorativa: 15 de agosto, 2 de fevereiro ou 8 de dezembro dependendo do Estado e da Cultura.

Habitat: calunga grande (mar)

Saudação: - Odô-fe-iaba! (yorubá) ou ainda, Odôiá!
Odô (rio/mar); fe (amada); iyàagba (senhora) – Amada Senhora do Rio/Mar (das águas).

Sincretismo religioso: Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Glória ou Nossa Senhora dos Navegantes



Ponto a Iemanjá

Eu escrevi um pedido na areia 
Pedindo a Zambi pra me socorrer 
Eu escrevi um pedido na areia 
Mas foi Mãe D'água que veio me valer 

E foi nas ondas do Mar 
Que entreguei os meus problemas 
E aprendi a confiar 
Que todo mal não dura para sempre 
E que a paz é uma semente que precisa semear 

E no horizonte de um mar tão infinito 
Iemanjá me acolheu e meu deu um mundo tão mais bonito 
Eu abri meu coração, ela me estendeu a mão 
E entreguei meu caminhar a Iemanjá