quarta-feira, 3 de junho de 2015

Ogãs

A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa. Não é para menos, pois o Ogã – médium responsável pelo canto e pelo toque - ocupa um cargo de suma importância e de responsabilidade dentro dos rituais de Umbanda, que é o de conduzir a Curimba – conjunto de vozes e toques do atabaque - ajudando nos trabalhos espirituais para que possam ser fortes e bonitos.  


Não é qualquer um que pode ser Ogã. Os Ogãs possuem a capacidade de ativar energias, devem ser conhecedores de rezas e fundamentos de cada Orixá, além de saber a hora certa de entoar cada canto e toque, de acordo com a necessidade do trabalho.

É obrigação de todo Ogã, conhecer os diversos ritmos dos pontos e o momento certo de cantá-los. Devem também,  saber o nome de todas as entidades espirituais que trabalham em seu terreiro, saber distinguir rapidamente uma entidade de outra, e  saber sempre, na ponta da língua, todas as saudações destinadas aos guias, protetores e orixás, da nossa querida Umbanda.

Normalmente, o Ogã não desenvolve sua mediunidade de incorporação, julgando muitos que até não a possua, embora na maioria das vezes tal fato não seja verdadeiro, pois, quando um médium se dedica mais a um tipo de mediunidade, os outros tipos diminuem, não significando que não existam. Assim , batendo e cantando para os Orixás e guias, o Ogã torna-se um imã importantíssimo. 

ATRIBUIÇÕES DO OGÃ


  • preparar o atabaque;
  • cuidar do atabaque;
  • puxar todas as curimbas do terreiro, mediante a orientação da Ialorixá.   
  • conhecer os pontos da gira mediante a orientação da Ialorixá;
  • preparar novos Ogãs, ensinando-lhes o uso e o trato dos atabaques.

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