quarta-feira, 29 de julho de 2015

Qual o Significado da Chama de uma Vela ?

Alem de iluminar as velas também podem ser utilizadas para simbolizar a nossa magia através de suas chamas.

Acender uma vela para o Anjo da Guarda é uma forma de ativar seu pedido levando-o para outras dimensões.

Nas chamas de uma vela todas as forças da natureza são ativadas.


Ao acendemos uma vela para fazer algum pedido ou agradecimento é possível identificar algumas mensagens pela maneira como se mostra sua chama pois ela pode nos dizer muita coisa a respeito da realização do mesmo.





Vela que não acende prontamente = indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar poluído ou carregado.

Chama azulada = o anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido terá algumas mudanças Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo já está a caminho. Indica a presença de Anjos e Fadas. É um ótimo sinal.

Chama amarelada = a sua felicidade está próxima.

Chama vermelha = o seu pedido está sendo realizado.

Chama brilhante = você está tendo êxito no seu pedido. O desejo ser-lhe-á concedido com muita segurança e sem obstáculos.

Chama que levanta e abaixa = você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Sua mente pode estar um pouco tumultuada. Você deverá se concentrar mais em seu pedido.


Chama que solta fagulhas no ar = o anjo colocará alguém no seu caminho para lhe comunicar o que você deseja. Poderá ter algum tipo de desapontamento antes do seu pedido se realizar.

Chama que parece uma espiral = seus pedidos serão alcançados, o anjo já está levando sua mensagem. Mas, cuidado, não faça comentários de seus desejos, pois tem gente por perto querendo atrapalhar os seus pedidos.

Pavio que se divide em dois = seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.

Ponta de pavio brilhante = sorte e sucesso no seu pedido.

Vela que chora muito = o anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido,  pois você está muito emotiva e sem forças.


Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta = o anjo pede mais oração.

Se a vela apaga, depois de acesa (sem vento por perto) = o anjo ajudará na parte mais difícil do pedido, o resto cabe à você resolver. Acenda mais duas velas, para reforçar o pedido.


Chama que se apaga várias vezes sem motivo = Esta é uma mensagem bem clara; o ritual deve ser interrompido nesse momento e repetido mais tarde.

Chama enfraquecida = é preciso reforçar o seu pedido.

Chama que permanece baixa
 = Indica que você não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.

Chama que vacila = indica que seu pedido se realizará, mas antes ocorrerá alguma transformação necessária.

Quando se acende mais de uma vela e uma das chamas está mais brilhante do que as outras = indica boa sorte.

Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas estão altas e brilhantes = erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo em seu pedido.

Quando a vela queima por inteiro = seu pedido foi plenamente aceito.

Quando a vela forma uma espécie de escada ao lado = indica que seu pedido está se concretizando.

Quando a vela termina de queimar e sobra muita cera derramada ao redor, sem queimar = existem energias negativas e obstáculos atrapalhando a concretização do seu pedido. Assim, ao terminar de queimar deve-se acender outra vela para agradecer ao seu Anjo.

Chama Nítida e Crescente = O pedido que fez será concedido de uma forma inesperadamente rápida.

Chama que emite Fagulhas = Significa que o pedido não está sendo bem recebido.

Chama que emite demasiada fumaça = Alguns problemas surgirão, mas o seu petição foi ouvido.

Pedidos de realização no amor = a chama acende na primeira tentativa, é nítida e sobe com força quando o amor vai ser correspondido.

Algo necessitando de aprovação = a chama é nítida e cresce no sentido ascendente.

O casamento será perfeito = a chama pega bem, dobra de tamanho visivelmente e, em certas ocasiões, observa-se que a ponta do pavio é mais brilhante.

Algo que irá demorar = a chama arde debilmente diminuindo de tamanho. 


Êxito = a chama dobra de tamanho, é nítida e na ponta do pavio nota-se uma cor mais brilhante.

Necessita paciência = a chama arde nítida, mas não sobe.




"Senhor, ensina-nos a orar e ajudar sem esquecer o trabalho.
A dar sem querer receber, a ajudar sem olhar a quem.
A servir sem perguntar até quando.
Ajuda-nos para que a ninguém faça aquilo que não desejamos para nós...
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de quando cumprir seus desígnios de ensinamentos de humildade e amor onde e como queiras, hoje, agora e sempre."

Axé a todos irmãos de Fé!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Indumentária Umbandista

Tudo na Umbanda possui um fundamento, isso todo mundo, em sua grande maioria, sabe. Mas, poucos sabem o fundamento das vestes brancas e se perguntam por que um local de caridade e que não incentiva a vaidade, utiliza tantos "panos" assim. A explicação é simples para ambas as perguntas.

Uma das primeiras coisas que aprendemos na escola é que as cores são divididas em: primárias, secundárias e terciárias e que com a junção de todas elas temos o branco. Isso foi cientificamente provado por Isaac Newton, quando pintou um disco com as cores do arco-íris e o colocou em rotação rápida. Nesse experimento, o olho passa a ver o disco com a cor branca, resultado da “mistura” das cores do arco-íris.



Tá, mas qual a relação disso com as vestes brancas e a Umbanda?

Oxalá esta associado a cor branca, pois, assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém todas as demais irradiações. 

Então, quando você veste a roupa branca, cria-se um campo fluídico à sua volta, evitando o contato com energias nocivas e negativas. Além disso, é uma cor relaxante, que induz a calma, tranquilidade, sensação de assepsia e paz espiritual.


E quando o vestuário foi tido como necessário?

Veja bem, uma das bases trazida pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, no anúncio da Umbanda no plano físico, diz respeito a igualdade.

O destaque individual é algo que jamais deverá existir. Somos meros veículos de manifestação da espiritualidade e, além disso, somos elos iguais de mesma força e importância neste campo de amor e caridade denominado Umbanda. 

Assim, quem adentra em um terreiro na esperança de cura ou melhora de seus problemas, jamais terá a possibilidade de identificar no corpo mediúnico, todos com trajes iguais, eventuais ou supostas diferenças intelectuais, culturais e sociais. 



As Roupas:

As roupas variam de acordo com o que a casa, em que se trabalha, opta por ser adotado. Porém, se tratando de uma casa de caridade, respeito e que não preza a vaidade, deve-se tomar cuidado e, de preferência não utilizar, batas decotadas, blusas de alcinhas ou “baby-look” e calças de cintura baixa. Além disso, é necessário que tanto o homem quanto a mulher, tomem cuidado com a transparência de suas roupas. 

Em nossa casa, por exemplo, os homens usam camiseta (com o símbolo da nossa Casa) e calça de moletom. As mulheres utilizam camiseta, calça ou legging comprida, saia, torço e atraque. Entretanto, seja qual for a casa e quais forem as vestes, é fundamental que as roupas sejam conservadas limpas e bem cuidadas já que elas integram seu material de trabalho.

Torço: Mais conhecido entre os médiuns por Pano de Cabeça, o Torço é feito de um tecido chamado Ojá, que cobre a cabeça do médium, na função de proteger a coroa (ORI).

Atraque: Muitos fazem uma analogia com o Pano da Costa utilizado no Candomblé. Podem até assemelhar-se no tamanho, porém o Pano da Costa é utilizado para cobrir a cabeça do médium quando esse incorpora um Orixá. Já o Atraque é utilizado pelas mulheres, não só como uma outra forma de proteção, mas também como uma forma de "encobrir" o corpo da mulher. O Atraque é colocado abaixo do braço, cobrindo toda a parte dos seios até a cintura, uma vez que as mulheres possuem um corpo com muito mais curvas e detalhes (como os seios), do que o homem. Esse encobrimento ocorre, pois a Umbanda como já dito acima, não preza a vaidade e sim a igualdade. Assim, a mulher não possui um destaque por seu corpo.

As Roupas na Gira de Esquerda:

O vestuário, nas Giras de Esquerda, também varia de acordo com a casa. Há casas que permitem que os médiuns iniciem os trabalhos com roupas pretas e vermelhas e outras permitem somente a utilização dos adereços.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Bebida e o Fumo na Umbanda

Se tratando da Umbanda, um dos assuntos mais polêmicos existentes nessa religião, diz respeito a bebida e o fumo utilizados nas Giras, pelas entidades de Luz. 

A Umbanda, para os desinformados, é conhecida como "baixo espiritismo", classificando as entidades em grau evolutivo inferior, pelo fato de que quando se manifestam em seus médiuns, grande parte, utiliza desses "recursos materiais".  

Para os instruídos e doutrinados, o fumo e a bebida são de grande importância, pois é utilizada a energia desses elementos, para a realização dos trabalhos feitos pelas entidades, seja ele qual for. Mas, isso não quer dizer que é necessário que em todo trabalho haja o uso desses elementos, que todas as entidades os utilizem e que sejam necessariamente os mesmos (tanto o fumo quanto a bebida).



Vamos entender como esses elementos funcionam separadamente e como atuam:

A Bebida:

Com o álcool, utilizado por algumas linhas e algumas entidades, há a manipulação dos elementos água e fogo, com o intuito de descarregar o próprio médium das cargas negativas que vão se acumulando durante os trabalhos realizados. 

Uma outra função da bebida, muito usado pelas linhas da direita, é usá-los como o “Contraste”, que é quando a entidade manipula a bebida e faz com que o consulente a beba em pequena quantidade, o suficiente para que possa visualizar seu organismo, mostrando algum problema que deve ser cuidado.

Além disso, o álcool propicia ao médium um entorpecimento de suas faculdades, facilitando o trabalho das entidades, proporcionando mais liberdade de ação durante o processo de incorporação, porém, o álcool consumido pelo médium é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo. 

O perigo neste caso é o animismo, ou seja, o médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada. Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.

Os Guias manipulam estas bebidas onde temos para elas o nome de “curiador” (a bebida correta para cada linha de trabalhos), sendo assim, entendendo as importantes funções do álcool nos trabalhos, vamos conhecer a bebida utilizada por cada linha:

* Caboclos: em sua grande maioria, água;
* Preto-velho: em sua grande maioria, café;
* Crianças: guaraná ou suco de frutas;
* Baianos: água de coco ou batida de coco;
* Boiadeiros: cerveja escura;
* Marinheiros: cerveja clara e alguns bebem rum;
* Exú: Pinga, Whisky, Vinho e outros tipos variando de acordo com a entidade;
* Pombo-Gira: Champagne, Sidra e outros tipos variando de acordo com a entidade.

É comum se notar condenações a Exús e Pombo-Giras pelo uso das bebidas constantes em seu trabalho. Costumam dizer que são espíritos atrasados e ligados ao plano terreno, necessitando da bebida e do fumo para satisfazer seus vícios. Esta errado. Estas linhas estão em faixas vibratórias mais próximas as da Terra e necessitam da energia retirada desses elementos para poderem realizar seus trabalhos.

Isso não quer dizer que essas entidades, só se utilizam do álcool, para realizarem seus trabalhos. Vamos pegar como exemplo médiuns que estão tomando medicamentos (alguns não podem ser vinculados ao álcool), que passam por obrigações e preceitos e não podem, por um período, ingerir a bebida alcoolica. Nesse caso, os Guias entenderão as condições do médium e respeitarão, trabalhando sem o álcool.

O Fumo:

O fumo é vegetal e traz os componentes terra e água em sua composição, e os elementos ar e fogo quando utilizado na defumação. Portanto, quando utilizado pelas entidades, carrega os quatro elementos básicos e fundamentais na Umbanda - Terra, Água, Ar e Fogo - além do próprio elemento vegetal.


Analisando o fumo através de suas características vegetais, possui grande importância nos trabalhos. Durante o desenvolvimento do vegetal na natureza, ele utiliza elementos que juntos caracterizam uma grande e forte magia. Utiliza-se de elementos (energia solar, água e sais minerais) presentes no meio ambiente e no solo onde esta sendo cultivado. 

Quando as entidades se manifestam em seus médiuns, podemos observar que, não tragam a fumaça, apenas enchem a boca com fumaça e expelem baforadas para o ar ou sobre o consulente. Nesse momento, a entidade esta o defumando e realizando uma limpeza energética. 



Pode-se perceber, então, que tanto o álcool quanto o fumo são verdadeiras, úteis, necessárias e grandes ferramentas de trabalho. Mas, se preciso for ou se o médium não quiser que as entidades utilizem-as, os guias irão respeitar sua decisão e continuarão com seu lindo trabalho.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Importância de Cantar e Bater Palmas

Um dia vivido em torno de brigas e discussões, alimentação pesada, pensamentos voltados para o ódio, má conduta, etc, deixam a freqüência muito baixa, atraindo espíritos que vibram numa esfera mais baixa, e isso faz com que o trabalho seja prejudicado. Um dia bem vivido, trabalhado e participativo nas coisas particulares, uma boa alimentação, bons pensamentos, preparação mental para a gira, faz com que nossa freqüência fique mais elevada, atraindo espíritos de esferas mais elevadas.

Para que os trabalhos não sofram variações excessivas de freqüências, para que se evitem a atração de espíritos de esferas inferiores e para o bom andamento da gira, é usado um artifício que acelera o processo para que todos, ou pelo menos a maioria, se concentrem no trabalho e eliminem pensamentos mais baixos, que é de cantar e bater palmas.

Como funciona?

Ao final de um espetáculo, um show, um discurso, normalmente as pessoas batem palmas para demonstrar àquele que se apresentou o agradecimento, por compartilhar aqueles minutos de entretenimento ou aprendizado. Se as palmas se estenderem por vários segundos, aos poucos elas vão entrando num ritmo e muito rapidamente todas as pessoas batem palmas no mesmo ritmo e, junto com essa sonorização, algo começa a acontecer: as pessoas começam a se sentir mais alegres, com vontade de rir, ou seja, as pessoas ali envolvidas começam a vibrar numa mesma freqüência, e inconscientemente, todas estão fazendo as mesmas coisas que as outras pessoas estão fazendo.

Já com o canto, logo de início, todos começam a cantar juntos, e isso faz com que a vibração das pessoas se equalize mais rapidamente.

Quanto mais cantamos, mais batemos palmas, mais rapidamente elevamos o nível de freqüência das pessoas, fazendo com que, momentaneamente, os problemas, a baixa auto-estima, as preocupações, sejam esquecidos, pois todos começam a prestar atenção no trabalho que está sendo realizado e isso ainda ajuda a absorver as informações que estão sendo passadas.

Com a freqüência estabilizada, os espíritos conseguem se aproximar mais facilmente de nós, permitindo assim que o trabalho transcorra com mais facilidade e de acordo com o pretendido pelos planos espiritual e material.



Para acelerar mais ainda o processo, usa-se o atabaque, pois o som emitido pelo atabaque ajuda a igualar o ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, fazendo com que, por exemplo, para quem chega muito afobado, o ritmo cardíaco é normalizado, diminuindo a afobação, ou para quem chega muito para baixo, com o aumento do ritmo cardíaco, ajuda na elevação da auto-estima. Com base nisso, por estarmos cantando e batendo palmas, além de estarmos mudando nossa freqüência, também estamos praticando caridade, por já estar ajudando outras pessoas.

Com todos participando, batendo palmas e cantando, o clima do terreiro já fica muito melhor, pois todos estão ajudando, focados num mesmo objetivo.
No plano espiritual, os guias preparados para o trabalho, aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, e assim que nossas frequências começam a se igualar, eles se aproximam e iniciam o processo de incorporação.

Quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos dizendo para os guias que já estamos prontos e podemos começar a incorporar.
Normalmente, no processo de incorporação, os guias cantam, muitas vezes para si, para que seja mais fácil ainda, e no caso de um guia estar trabalhando no desenvolvimento de um cambono, o guia canta para o cambono ouvir o ponto e elevar sua freqüência para facilitar a incorporação.

Cantamos pontos para ajudar a desincorporação, facilitando assim a “subida” dos guias que levam com eles todo e qualquer tipo de fluído ou influência que possa atrapalhar o médium.

Os pontos cantados trazem mais energia do que podemos imaginar. Quando feitos pelos guias, são conhecidos como “pontos de raiz” e as palavras não podem ser mudadas, pois toda a mironga feita pelo guia está nas disposições das palavras. Quando feita pelo homem, as palavras podem ser mudadas e adaptadas para que fiquem bem arranjadas.
Se prestarmos atenção, alguns pontos parecem não fazer sentido, mas quando cantados, no ritmo certo, acabamos fazendo as mirongas que estão escondidas nos pontos. É por isso que alguns pontos possuem palavras conjugadas de maneira errada ou em tom bem caipira, pois essas palavras foram inseridas nos pontos propositalmente, para poder servir como “palavras mágicas” a serem proferidas por todos, ou seja, os sons que essas palavras produzem é que produzem os efeitos requeridos.

Alguns pontos, quando entoados, podem afastar diversos males, como espíritos obsessores ou pessoas que tentam derrubar o terreiro.

Há pontos de saudação, para defumação, para firmeza, para afastar quiumbas, para descarrego, para despedida, para provocação, para cruzamento de linhas, para cruzamento de falanges, etc. Cada um deve ser cantado de acordo com sua finalidade para o bom andamento do trabalho.

Os atabaques não são simplesmente caixas de madeira com um couro para se batucar, eles são preparados e energizados para o trabalho logo que são trazidos para o terreiro.

Ao ser entregue no terreiro, primeiro é trocado o couro que vem com o atabaque, para eliminar os fluídos de “comércio” que foram depositados sobre ele na loja que o comercializa; depois, são feitos os primeiros preparos de limpeza do atabaque; em seguida, o guia chefe da casa cruza o atabaque iniciando o processo de mironga que será depositada sobre o atabaque. São colocados patuás de acordo com o guia que será o “dono” do atabaque e são feitas rezas sobre ele para fortalecer a energização.

Em terreiros tradicionais e candomblés, o ogan chefe sempre é considerado o detentor do conhecimento sobre as giras, assumindo sempre sete anos a mais de experiência sobre o pai ou mãe-de-santo. Isso se deve ao fato de que o ogan conhece todos os preparos para as giras, e é quem conduz a energia de sustentação dos trabalho.

Cada ogan tem sua função nas giras, além de tocar os atabaques e facilitar a corrente de energias. Um dos ogans, sempre volta sua atenção ao que acontece dentro do congá, mantendo o trabalho em equilíbrio e de acordo com as orientações do guia chefe; outro ogan tem sua atenção voltada à assistência, onde fica atento sobre possíveis problemas ou olhares de pessoas mal intencionadas; o terceiro ogan presta atenção de uma maneira geral, auxiliando os outros ogans.

Alguns terreiros de candomblé não permitem que mulheres sejam ogans alegando, segundo Mattos “(…) que elas não poderiam usar os instrumentos sagrados por ficarem de pajé (menstruadas)” (pg. 93). Ainda citando Mattos, “(…) porém, na Umbanda, um indivíduo feminino tem totais condições de ser uma atabaqueira, sem problema algum. Se considerarmos que os Ogãs tem um poder divino, uma faculdade mediúnica musical, esta não vem com o gênero, e sim com o espírito e este por ter origem na essência divina, não tem sexo” (pg. 93).

É importante que os filhos da corrente e a assistência participem das giras cantando e batendo palmas, pois sem essa união de forças dificultam o bom andamento do trabalho. 

Se não sabe o ponto, bata palmas, mas principalmente, preste atenção nos pontos, pois normalmente eles são curtos e repetitivos, fáceis de aprender. Para os pontos mais longos, que quase não se repetem, ou mesmo para aqueles pontos que são cantados em giras especiais, como de ciganos, marinheiros ou boiadeiros, os terreiros muitas vezes deixam disponíveis pastas com os pontos escritos, e em alguns casos, as pessoas se reúnem antes das giras para cantarem os pontos e aprenderem aqueles que não sabem.



Não é vergonha não saber os pontos, vergonha é não participar, não ajudar a cantar ou bater palmas, assim como achar que não tem voz boa pra cantar e por isso não cantar.

Cantar ajuda a todos, aos guias, aos médiuns, aos cambonos, a assistência, a afastar maus espíritos, más influências, miasmas no plano astral, energias negativas, e atrai sempre bons fluídos, boas energias e boas vibrações.

Link: https://povodearuanda.wordpress.com/2010/08/15/fundamentos-de-cantar-bater-palmas-e-tocar-atabaques-na-umbanda-2/